Sou uma romântica, sempre fui. Não romântica no sentido esvaziado das flores, bombons e palavras de amor, mas romântica no sentido inteiro de paixão, utopia, idealização. Vivo minha vida baseada na esperança de um mundo mais cheio de possibilidades, no sonho de que todos possam viver suas potencialidades - sejam elas quais forem -, e na alegria de me sentir livre em poder reagir como uma criança em alguns momentos da minha vida. Vivendo essa pandemia da forma mais intensa que posso (e que faz parte da minha personalidade), estudei, questionei, me revoltei e trabalhei. Sou professora de artes em duas escolas completamente diferentes: uma de educação infantil e outra de ensino fundamental I e II. Uma baseada na liberdade e inteireza da criança, e outra na formatação dos conteúdos de uma apostila. Não posso reclamar dos meus alunos (que participam de minha aula). Aqueles que se interessam têm me mostrado coisas incríveis. O que reclamo é como vemos a educação e nosso país. Como...
Tenho poucas e não muito boas lembranças da aula de educação artística na minha infância. Eu, uma arte-educadora. Sempre fui das artes do corpo, e não me sentia à vontade nas artes visuais. Até que comecei a trabalhar com crianças e me vi obrigada a aprender e me conhecer nessa linguagem. Minhas recordações das aulas de arte se definem em cópias e em "bonito ou feio", nada assim muito libertador. Quando me tornei professora de artes logo me veio à mente: mas eu não sei desenhar! Como se aula de arte fosse apenas isso... Foi quando conheci Reggio Emília e a função do atelierista. Isso foi este ano, logo no início, quando iria começar a ser a professora de artes na escola infantil onde dou aula de teatro. Ali eu entendi tudo! Perdoem-me os especialistas em Reggio, mas não tenho mesmo muita experiência nessa didática. Mas pude refletir como ser uma "atelierista" dentro de escolas e contextos que provavelmente nunca ouviram falar em Malaguzzi. Na minha pouca experiên...